Presidente da ALMT afirma que acordo já foi alinhado com o governador e prevê permanência simbólica no comando do Estado no fim do ano
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que existe um entendimento com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para que ele possa assumir, ainda que por um curto período, o comando do Palácio Paiaguás após o processo eleitoral.
De acordo com Russi, o tema já foi discutido tanto com sua equipe jurídica quanto diretamente com o chefe do Executivo estadual. A principal preocupação, segundo ele, envolve as restrições legais durante o período eleitoral.
“A gente já conversou com o nosso jurídico e com o próprio governador. Eu deixei claro que não poderia assumir por conta da eleição, mas pedi que pudesse ter alguns dias como governador no final do ano, e ele aceitou”, declarou.
O acordo, conforme relatado pelo parlamentar, foi tratado pessoalmente com Pivetta, que teria recebido a proposta com naturalidade. A articulação prevê que, caso haja necessidade institucional, o comando do Estado possa ser transferido temporariamente ao desembargador José Zuquim Nogueira.
Russi destacou ainda que o gesto segue precedentes dentro da própria administração estadual. Segundo ele, em ocasião anterior, quando Pivetta assumiu o governo, houve uma cessão simbólica do cargo à então presidente do Tribunal de Justiça por 48 horas, como forma de reconhecimento institucional.
“Ele tratou isso com muita tranquilidade. Quando assumiu em outra oportunidade, fez esse gesto de respeito. Então eu também vou ter o meu momento no final do ano”, completou.
A eventual passagem de Russi pelo comando do Executivo, mesmo que breve, é vista nos bastidores como um movimento político estratégico e simbólico, especialmente em um cenário pré-eleitoral marcado por articulações e fortalecimento de lideranças dentro do estado.






